sábado, 9 de abril de 2016
E para a despedida não podia haver melhor... ;)
Dois conjuntos de fotos ilustrando duas "cenas", qual delas a melhor: mão filha dando banho de mar a duas galinhas e pescadores à pesca à pedrada e à pazada!... E esta, hem? Sem legendas...
Na verdade, o que os pescadores estão a fazer é, depois de terem lançado a rede, "enxotarem" o cardume que estava na zona para dentro dela.
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Oecusse: circuito 3
Domingo 3 de Abril de 2016. Tempo de dar a maior volta prevista: tentar chegar à fronteira sul de Oecusse, em Passabe. E pelo caminho tentar descobir uma zona de lamas borbulhantes. Tentar, tentámos, mas... cadê elas? :(
Primeira paragem: matabichar no café das Dominicanas, o único local em Pante Makasar onde se pode matabichar minimamente bem ainda que de uma forma simples.
Depois foi a partida até uma bomba de gasolina para dar de beber ao primo do "Jaquim", que tem uma matrícula 4 números acima (ou abaixo? :) ) da deste... Barriguinha cheia (o pópó e nós), fizemo-nos à estrada passando pelo antigo quartel português (actual quartel da polícia de fronteira). Brevíssima paragem para tirar umas fotos "encomendadas" por um amigo que ali prestou serviço há bué de anos...
Como se esperaria (?), as instalações do antigo quartel estão abandonadas e com sinais de evidente degradação. À frente delas foram construidas as instalações do novo quartel da UPF (Unidade de Polícia de Fronteira).
E agora sim, prego na tábua e lá vamos nós. Primeiro em direcção à ponte que actualmente liga as duas margens da ribeira de Tono e depois em direcção a Passabe.
Viagem sem grande história, lá fomos encontrando pessoas circulando a pé quilómetros e quilómetros e crianças entretendo-se da melhor forma que sabiam e podiam e que ficavam delirantes quando o malae lhes apontava a máquina fotográfica e ainda mais delirantes ficavam quando lhes mostrava as suas fotos!
Parámos em Bobometo, no subdistrito de Oesilo, onde fomos encontrar um edifício adminisrativo do tempo da administração portuguesa.
Na continuação do caminho demos com esta vista de uma ribeira, quase seca...
... e este sinal de que estavamos a dois passos da fronteira com a Indonésia.
O grande momento da viagem acabou por ser a passagem, a vau, da fronteira com a Indonésia no leito de uma ribeira onde fizemos questão de, no regresso, parar para "almoçarmos" uma sandocha... Exactamente aqui!
E onde até as vacas de dessentam nesta quase terra de ninguém... Desconfio que parte desta pequena manada estava em Timor e outra parte na Indonésia...
Passada a ribeira, a subida por montes e vales continuou até que encontrámos um grupo de timorenses que nos disseram que para Passabe ainda faltava cerca de uma hora de carro. Não tivemos pachorra para tanto e demos meia volta e voltámos para trás. Era cerca do meio dia e já tínhamos em cima mais de 3 horas de solavancos... O retorno foi iniciado aqui:
O caminho de volta, exactamente o mesmo da ida, não trouxe nenhuma novidade especial. A não ser a de nos termos perdido no ponto de atravessar a ribeira de Tono e em vez de apanharmos a ponte que tínhamos atravessado na ida vimo-nos no meio do leito da ribeira à procura do buraco da agulha, isto é, de um ponto onde pudessemos subir para a margem direita da mesma.
Nestas coisas diz a experiência que melhor que "inventar" é seguir os locais... E foi o que fizemos e assim conseguimos atravessar a ribeira e chegar à outra margem não sem antes tirar uma foto à face juzante da barragem em construção (já agora: porque não fazem mais barragens como esta em algumas das principais ribeiras do país?!... )
Lado a lado, no estaleiro da empresa que constrói a barragem, as bandeiras de Timor Leste e da Coreia do Sul, país de origem da empresa construtora.
Uf! Finalmente de regresso a Pante Makasar e a um "complemento do almoço" no café-jardim das freiras Dominicanas!
Primeira paragem: matabichar no café das Dominicanas, o único local em Pante Makasar onde se pode matabichar minimamente bem ainda que de uma forma simples.
Depois foi a partida até uma bomba de gasolina para dar de beber ao primo do "Jaquim", que tem uma matrícula 4 números acima (ou abaixo? :) ) da deste... Barriguinha cheia (o pópó e nós), fizemo-nos à estrada passando pelo antigo quartel português (actual quartel da polícia de fronteira). Brevíssima paragem para tirar umas fotos "encomendadas" por um amigo que ali prestou serviço há bué de anos...
Como se esperaria (?), as instalações do antigo quartel estão abandonadas e com sinais de evidente degradação. À frente delas foram construidas as instalações do novo quartel da UPF (Unidade de Polícia de Fronteira).
E agora sim, prego na tábua e lá vamos nós. Primeiro em direcção à ponte que actualmente liga as duas margens da ribeira de Tono e depois em direcção a Passabe.
Na continuação do caminho demos com esta vista de uma ribeira, quase seca...
O grande momento da viagem acabou por ser a passagem, a vau, da fronteira com a Indonésia no leito de uma ribeira onde fizemos questão de, no regresso, parar para "almoçarmos" uma sandocha... Exactamente aqui!
Esta é a ribeira que é atravessada pela fronteira entre Oecusse (Timor Leste) e Timor Ocidental (Indonésia). Parámos no "banco de areia" (na verdade mais calhaus que areia...) que se vê à direita da foto e foi aí que "almoçámos" NA INDONÉSIA E SEM TER MOSTRADO O PASSAPORTE!
Aliás e como se calcula, os timorenses fazem-no permanentemente pois para passar de um lado para o outro da ribeira --- e de um tramo de estrada num lado para outro na outra banda --- têm de passar pela Indonésia, onde muitas vezes as crianças aproveitam para tomar banho e os adultos para dar banho às motos e às "angunas".
E onde até as vacas de dessentam nesta quase terra de ninguém... Desconfio que parte desta pequena manada estava em Timor e outra parte na Indonésia...
O caminho de volta, exactamente o mesmo da ida, não trouxe nenhuma novidade especial. A não ser a de nos termos perdido no ponto de atravessar a ribeira de Tono e em vez de apanharmos a ponte que tínhamos atravessado na ida vimo-nos no meio do leito da ribeira à procura do buraco da agulha, isto é, de um ponto onde pudessemos subir para a margem direita da mesma.
Nestas coisas diz a experiência que melhor que "inventar" é seguir os locais... E foi o que fizemos e assim conseguimos atravessar a ribeira e chegar à outra margem não sem antes tirar uma foto à face juzante da barragem em construção (já agora: porque não fazem mais barragens como esta em algumas das principais ribeiras do país?!... )
Lado a lado, no estaleiro da empresa que constrói a barragem, as bandeiras de Timor Leste e da Coreia do Sul, país de origem da empresa construtora.
Uf! Finalmente de regresso a Pante Makasar e a um "complemento do almoço" no café-jardim das freiras Dominicanas!
Oecusse: circuito 2
No segundo dia de estada em Oecusse o passeio foi para leste de Pante Makasar, em direcção à fronteira de Citrana, perto do mar mas sem chegar lá.
Foi uma viagem curta, de cerca de 40 kms ida e volta entre o hotel na praia de Mahata e o ponto assinalado no mapa abaixo com a "mãozinha".
Foi uma viagem curta, de cerca de 40 kms ida e volta entre o hotel na praia de Mahata e o ponto assinalado no mapa abaixo com a "mãozinha".
Saimos do hotel e fomos matabichar ao agradável espaço das madres dominicanas, junto ao mar e à actual residência do Presidente da Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno, edifício que foi o hospital do tempo da administração portuguesa.
Matabicho "a bordo", arrancámos e voltámos a passar pela ponte e pela barragem que estão em construção. Ao longo do caminho admiraram-se os montes, de rara beleza, dos arredores de Pante Makasar.
A estrada a seguir à ponte, em direcção a uma outra mais antiga e a montante da nova e da barragem de irrigação, está em processo de modernização, com alargamento e pavimentação. Esta obra faz parte da renovação da via até à fronteira sul.
Feita a passagem da margem direita para a margem esquerda da ribeira de Tono, deparámo-nos, um pouco mais adiante, com outra maravilha de Oecusse... ;)
Pelo caminho fomo-nos cruzando com pessoas que, adivinhava-se, calcorreavam a pé vários quilómetros com a sua carga à cabeça. A maioria eram mulheres.
Oecusse é muito rico em gado e em zonas dedicadas ao cultivo do arroz. Pelo caminho vêm-se vários arrozais --- ainda não foi iniciado o cultivo --- e algumas manadas de búfalos ou de "vacas de Bali".
Peixívoro ( :) ) por execelência, ficaram-se-me os olhos nestes peixes que um vendedor (e pescador?) transportava, eventualmente para venda na cidade. Olhem bem os olhos deles! Fresquíssissimos... ;) . Um bicharoco destes grelhado, acompanhado por vegetais locais (flor de bananeira, flor de papaia, canco, baria, etc), deixar-me-ia feliz por algum tempo... ;)
Interessantes também são algumas das habitações tradicionais da região, na sua forma cónica e de paredes até ao chão para reduzir a entrada de calor (e de animais?)
E lá fomos encontrando mais pessoas, novos e menos novos... ;)
A certa altura damos, quase no final da nossa viagem de ida, com uma lagoa de dimensão razoável.
Foi mais ou menos nessa zona que decidimos voltar para trás.
O percurso fez-se sem pressas, parando aqui e ali para observar mais de perto um ou outro terreno "à beira-mar plantado". Quem sabe se não vai ser ali a minha casa de praia e para a reforma!... Rsss
De volta a Pante Makasar chegámos novamente à zona da barragem e, mais adiante, da ponte em construção.
Chegados à cidade ainda houve tempo para, antes do almoço, ir visitar uma construção portuguesa que hoje é referida pelos locais como sendo a "prisão" mas que é, na verdade, a antiga "tranqueira" portuguesa local.
No seu interior foi construida uma gruta que abriga uma estátua de Nossa Senhora.
Do local admira-se uma vista soberba sobre todos os arredores, como era usual na construção da maior parte das tranqueiras, destinadas a abrigar os representantes da administração portuguesa em caso de "sarrafusca"... ;) . Em baixo pode ver-se parte da vista para poente, incluindo o aeroporto em construção.
Hora do almoço. Paragem no "Kakau", a funcionar num anexo ao antigo convento das dominicanas, para comer um bife de pimenta muito razoável... mas que tinha um pouco de pimenta a mais... Não sei porquê, já que eu não tinha dito nenhum palavrão!...
Para o pós-prandial uma nova e última visita do dia antes de irmos dar uma descansada e tratar das fotos entretanto tiradas... Uma visita à novíssimaa central electrica que agora garante energia 24h por dia à RAEOA.
E "prontes"!... Por hoje é tudo... Agora vou dar uma esticada nas pernas até ao próximo espectáculo de pôr do sol...
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