sexta-feira, 6 de março de 2009

Lição de culinária... :-): aprenda a descascar um ananás...

Pega-se num ananás bem maduro --- de preferência dos cultivados pelo "avô" Serra, em Maubara, que tem os melhores ananases do hemisfério sul :-) --- e, com um facalhão bem afiado, corta-se a casca (cuidado com o dedão!...)


Uma vez retirada esta, note que os "olhos" do ananás estão dispostos em espiral. Aproveite essa disposição e faça incisões no dito cujo supra citado ananás (:-) ) de modo a, uma vez de um lado...


... e outra vez do outro lado...


... ir retirando os "olhos"...


... até, no final, obter esta linda obra de arte... :-)


Giro, "né"?!... Nunca se tinha lembrado deste "corte" artístico? Mnh... Mnh...Mnh...

terça-feira, 3 de março de 2009

Laura

"Once upon a time", há uns 4 anos e picos, andava eu nas minhas deambulações dos domingos de manhã explorando os 4 cantos de Dili quando dei comigo na chamada "praia dos mortos" ou "praia do cemitério". Que não é mais que uma parte do extenso areal de Comoro que tem nas proximidades... um cemitério. O nome "oficial" é Praia de Comoro e fica no lado esquerdo (poente) da foz da ribeira do mesmo nome, ali quase paredes meias com o aeroporto.
É uma praia com pouca frequência mas que tem os seus "clientes" fiéis; uma amiga minha não a troca por nada pois, ao contrário do que acontece com a da Areia Branca, não tem os corais que esta tem e, principalmente, é "usável" com todas as marés, "cheia" ou "vaza", já que, nomeadamente aquando desta, não fica transformada numa "sopa" em que é preciso andar e andar para se tomar um banho de jeito devido ao facto de se "ficar com água pelo tornozelo" --- mesmo que este fique um pouco mais acima...

Mas, dizia eu, andava nas minhas voltinhas de domingo quando vejo, bem perto da igreja que há por ali, uma miúda com uma cara bonita e que, como outras crianças, quando viu um "malai" não resistiu à curiosidade de ver o "animal raro" e começou a acompanhar o carro --- que ia devagar por causa das galinhas e para eu ver bem a paisagem.
A certa altura parei para ver qualquer coisa com um pouco mais de atenção e olhei também para ver se a via pois tinha-a perdido de vista.
Quando dei por mim estava ela encostada ao carro, no lado contrário ao do condutor (neste caso no lado esquerdo), a olhar para mim... através do espelo retrovisor e não directamente através da janela, o que seria mais natural.
Achei piada à situação e, viciado em "clicks", zás! Tirei-lhe uma foto.


Indagada sobre o nome e a idade fiquei então a saber que se chamava Laura e tinha 11 anos.

A Laura nunca mais me saíu da memória até porque a fotografia ficou "bem apanhada" (ficou, não ficou?!... :-) )
De tal modo que sempre que ia para aqueles lados tentava descortinar a Laura. Mas sem sucesso.

Até que um dia constatei que um amigo meu vivia lá para aquelas bandas e que uma amiga minha, malai, dava "explicações" como voluntária, à noite, a um grupo de alunos da escola local.
Mostrei a foto a ambos e qual não foi a minha surpresa quando a minha amiga me disse "Oh!... Mas ela é minha aluna!... A Laura é uma das crianças a quem dou explicações na Praia de Comoro" (esqueci o nome da aldeia local! Sorry!).
Claro que ficou logo combinada uma ida minha com ela para reencontrar a Laura e lhe dar uma cópia em papel da foto que eu lhe tinha tirado. E foi assim, quatro anos depois, que a Laura, agora com 15 anos, viu a foto que eu lhe tinha tirado! A felicidade ficou-lhe estampada no rosto! Ela, que provavelmente não tinha nenhuma foto sua!
Claro também que a ocasião foi "comemorada" com novas fotos para se ver a diferença entre a miúda de 11 anos e a jovem "moçoila" (ainda que algo franzina) de 15 "primaveras".


Felicidades, "Bilau"! Que de miúda de 11 anos e de jovem de 15 te faças uma mulher feliz! E estuda! Estuda sempre!
Um beijo do "malai" que se tornou o teu fotógrafo oficial... :-)

segunda-feira, 2 de março de 2009

Cenas da vida no Mercado dos Tais

O Mercado dos Tais, em Dili, é para mim um lugar quase mágico. Coleccionador (quase) compulsivo de artesanato dos locais por onde vou passando (particularmente de Timor Leste e de Moçambique), sinto-me lá como "peixe na água".

Esta sensação foi crescendo ao longo do tempo, à medida que o fui visitando (pronto! Eu confesso! Quase nunca menos de uma vez por semana à procura das últimas novidades... :-) ) e criando laços de uma certa cumplicidade com alguns dos feirantes. O facto de eu ser o autor da fotografia do galo, de um dos feirantes, que está na moeda de 10 centavos ajudou a quebrar alguma eventual barreira. E claro, os dólares que por lá tenho deixado também... :-)

Mas há duas coisas que me dão um prazer particular neste tipo de mercados: o ambiente --- as cenas do dia a dia --- e o acto de negociar em si mesmo e todo o jogo de recuos e avanços até se chegar ao preço final.
Lembro-me, por exemplo, de em 1992 ter estado a dar aulas na Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, e o apartamento da Universidade onde estava alojado ser perto do famoso Hotel Polana, local de concentração (ainda hoje) de muitos vendedores de artesanato moçambicano. Pois eu chegava a interromper os trabalhos de preparação das aulas para ir arejar um pouco negociando com os vendedores só pelo prazer de negociar os preços, sem qualquer intenção de comprar efectivamente qualquer peça... Mas de vez em quando lá comprava mesmo... "Quanto dás, patrão?!...". "Eu não sou seu patrão!". "Sim, eu sei, patrão!... Mas dá lá mais qualquer coisa, patrão!.. Isto é sândalo, patrão!..."

Uma das "estórias" que me aconteceram nestas negociações de peças de artesanato ocorreu exactamente no Mercado dos Tais.
Já me preparava para vir embora quando um feirante, sabendo da minha preferência por peças antigas, me diz que tinha ali uma peça especial que talvez eu quisesse. "Mostre lá isso, senhor!"
Era, de facto, uma peça que eu nunca tinha visto à venda; só a tinha visto em algumas fotografias antigas: um cinto com várias bolsas à frente, parecendo cartucheiras, e todo pregueado de moedas (todas holandesas com excepção de duas, do Timor português).

Claro que a negociação começou com o vendedor a pedir-me um dinheiro que eu considerei exorbitante e que não estava disposto a pagar pois era "uma nota preta"...
Conversa daqui, conversa dali, o preço foi baixando até que ele me disse o preço que seria, para ele, final. Na esperança de que ele baixasse ainda mais um pouco o preço e porque ainda era um valor mais elevado do que estava previsto no meu orçamento, disse-lhe que não podia pagar tanto dinheiro e com isto fui virando as costas, ao mesmo tempo que agradecia, e afastei-me com o secreto desejo de que ele se "rendesse" e viesse atrás de mim baixando o preço até ao meu último valor.

Qual quê!... Não veio e eu fiquei logo arrependido de não ter pago o preço pedido.
Mas o "raio" do cinto não me saía da cabeça!... Por isso dois dias depois voltei lá para comprar o cinto pagando o preço que ele me tinha pedido.
Ó desgraça!... O vendedor tinha a sua "banca" fechada e, segundo me informaram, tinha partido para Ermera, de onde era natural, para a colheita do café.
"Quando volta?". "Não sabemos, senhor! Talvez na segunda-feira!". Nem segunda, nem terça, nem nada!... O homem só regressou passadas quase três semanas! E eu roendo-me de dúvida se ele ainda teria o cinto para vender ou não!

Enfim, quando o apanhei lá novamente perguntei-lhe se ainda tinha o cinto porque eu o queria levar, pagando-lhe o último preço que ele me tinha pedido. "Mas o preço agora já é 'y', senhor!" (mais cerca de 15%!...). "O quê?!... Então você disse-me que era 'x' e agora diz que é 'y'? Como é?!... Isso não se faz!...". :-) "Pois, senhor, mas o preço agora é 'y'!"
E não houve nada que o demovesse! Pudera! Ele tinha percebido que eu não largaria o "osso" nem por nada e... zás! Toca a carregar no preço!... E ele tinha razão! Eu bão larguei o "osso" --- digo, o cinto! Que, verdade ou técnica de vendedor, me foi indicado como tendo pertencido a um liurai da zona de Atsabe!...

Está hoje em local nobre da casa, por cima da televisão, para estar sempre "debaixo de olho" :-)

E quanto ao "ambiente" da vida do dia a dia no Mercado? Aqui ficam algumas fotos:




domingo, 1 de março de 2009

Visita guiada à colecção sobre Timor Leste do Museu do Oriente

O Museu do Oriente, da Fundação Oriente, organizou no dia 28 de Fevereiro uma conferência-visita sobre arte timorense a cargo do antropólogo Alexandre Oliveira, que colaborou, já há alguns anos, na selecção das peças (e na elaboração das suas fichas de identificação) do Museu relativas a Timor.

Constituída por peças representativas das principais formas de arte do país (particularmente estatuetas de madeira, máscaras, peças de prata e 'tais'), a colecção, não sendo muito grande, é minimamente diversificada para se ter uma ideia da arte timorense. Infelizmente ter-se-ão perdido já, para sempre e pelo menos em algumas áreas artísticas, os "saber fazer" necessários à continuação da arte timorense, a maior parte dela relacionada com actos de culto dos antepassados ou com alguns trabalhos do dia a dia das populações.
O carácter de culto de muitos objectos mais antigos e dificuldades relacionadas com a própria conservação dos materiais e outras razões contribuem para o facto de a colecção, apesar do que foi dito acima, não ser maior, particularmente quanto ao número de 'tais' expostos (ainda que saibamos que as suas características recomendam que não se "abuse" das peças mais antigas por o colorido poder ser afectado). O que é pena...
Vejam-se abaixo algumas peças expostas (clique nas imagens para as aumentar). Que elas sirvam de incentivo para um visita ao Museu.

Máscara de prata que foi pertença de um liurai da zona de Atsabe;
é uma das melhores e mais raras peças da exposição


A estátua da esquerda é originária de Ataúro,
aparecendo vestida parcialmente, como é uso naquela ilha

Veja-se a legenda abaixo; admite-se que estas peças tenham sido feitas para substituir os cavalos verdadeiros dos falecidos que terão sido, até certa época, abatidos e enterrados perto do dono para o servirem no além. Peças deste tipo serão vulgares também em outras ilhas das Pequenas Sunda

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Das flores - 2

Há alguns dias atrás falou-se aqui "Das flores" e da paixão dos timorenses por elas. Curiosamente, porém, a foto que ilustrou essa 'entrada' era de uma montanha de Timor, viçosa mas não florida... :-)
Reparemos o "crime de lesa Pátria" de não termos tornado esse 'post' num verdadeiro canteiro de flores fazendo-o agora (ver abaixo; clicar para aumentar as fotos):


Flor do cafeeiro - linda, não é? É aqui que começa a sua 'bica'...

Flor da "árvore de Santo António";
há-as em várias cores: branco, rosa, amarelo e... todas elas


"Bigodes de gato", claro!...

"Acacia rubra": linda!

O nome não sei mas é linda e tem uma característica interessante:
normalmente só há uma flor branca aberta;
só depois de ela murchar é que abre outra de um outro 'alvéolo' castanho


Pois: esta, como filha de Deus que é, também deve ter um nome... :-)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Lembra-se da Natália?

Lembra-se da Natália, a menina timorense que foi operada no ano passado no Porto e que regressou a Dili por alturas do Natal?
Se bem se lembra o tumor que tinha no cérebro foi-lhe diagnosticado no navio-hospital americano Mercy, que esteve algumas semanas fundeado ao largo de Dili dando consultas médicas (vd foto abaixo; clique para aumentar).

Navio-hospital Mercy fundeado ao largo de Dili (Julho/2008)


O navio "nasceu" originalmente (1976) como navio-tanque (e esta, hem?!...) e só mais tarde (1985) foi convertido em navio-hospital da marinha americana.
Utilizado na guerra do Golfo, ele é normalmente utilizado em visitas "de cortesia" a vários locais do mundo, particularmente no Sudeste Asiático (a sua base é San Diego, na Califórnia). A missão (4 meses) que o levou a Timor Leste estendeu-se a outros países, incluindo, entre outros, as Filipinas, o Vietname e a Papua-Nova Guiné, para onde seguiu depois de deixar Dili.

As características deste navio como hospital são impressionantes: um total de mil (sim! 1000 !...) camas e de 12-blocos operatórios-12 ! Isto faz dele, salvo erro, um hospital com maior capacidade de resposta que o maior hospital português, o Santa Maria. O número de especialidades que pode atender é, no entanto e provavelmente, menor que o deste último.

Fisicamente são 260 metros de comprimento e 32 metros de largura!
Durante a estada em Dili estiveram trabalhando a bordo um médico e um enfermeiro portugueses. É usual o navio receber médicos de outras nacionalidades durante as suas acções de visita a vários países.

Veja mais sobre o navio Mercy aqui e aqui, por exemplo.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

De volta ao mercado (Taibessi, em Dili)

Numa das entradas anteriores apresentámos uma 'reportagem' sobre uma ida ao mercado de Lospalos.

Desta vez 'vamos' ao de Taibessi, em Dili --- sempre através de fotos.

Vista exterior (parcial) do mercado;
em baixo, uma rua interior do mercado

Como em todos os mercados do género,
montinhos disto, montinhos daquilo...


Vendedora de alfaces
Vendendo carne. As moscas são oferta!

Venda de areca e de tabaco
Será moda nova? (vestido de alfaces?)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Manatuto e seu artesanato

Manatuto é o único distrito de Timor Leste que atravessa o país da costa à contra-costa, i.e., que liga as costas norte e sul da ilha.
A cidade de Manatuto está a cerca de 70 kms a nascente de Dili e espraia-se numa planície que começa (a ocidente) no "Subão" e se estende, para oriente, por arrozais que produzem uma parte importante do arroz made in em Timor Leste.

O "Subão": uma estrada íngreme desde o nível do mar até aos cerca de 500 m em poucos quilómetros e muitas curvas

Vista para poente da cidade de Manatuto do seu ponto mais alto, onde está a estátua de Santo António, o padroeiro da cidade. Ao fundo, tocando as núvens, o "Subão"

Vista do mesmo local mas para nascente: arrozais quase a perder de vista

A estátua do padroeiro da cidade de Santo António de Manatuto

Manatuto é especialmente conhecido pelos seus barros, utilitários uns, mais artísticos e decorativos outros.

Bilha

Presépio

Mealheiro sob a forma de búfalo

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Um dia no mercado

Seja onde for por esse mundo fora, os mercados, particularmente os das zonas rurais (mas também os das cidades), são uma verdadeira montra da vida de um povo.
Lá se encontram todos, seja os que vão para vender ou comprar seja os que vão apenas "dar uma voltinha ao mercado" para ver a animação que sempre têm.
Percorrer os mercados de Dili é uma verdadeira lição sobre a vida dos timorenses. Aquele que gosto mais de percorrer é o de Taibessi, ali mesmo à saída da cidade para sul, a caminho de Lahane e, mais para sul, de Aileu. Os outros dois mercados mais importantes são o de Comoro e o de Becora. O que está junto da Pertamina tem vindo a aumentar.

Mas creio que é nos mercados rurais que melhor se sente o pulsar da população no seu dia-a-dia. As imagens abaixo são do mercado de Lospalos. Quase dispensam palavras.

Deitando contas à vida... (não reparem no meio envolvente que ela também não...)

As noites e as manhãs no planalto de Lospalos podem ser "frescas" e não há nada como um agasalho para esperar os fregueses e vender os montinhos dos vários produtos.
(Balança? O que é isso?!... É um signo, não é?!...)

Vendendo tabaco tradicional

Há vendedores de tudo um pouco e vendedores e 'vendedores'... Incluindo aqueles que começam cedo a praticar a difícil 'arte' da "bisca lambida". De pequenino se alimenta o gosto pelo jogo, bem característicos de muitos dos povos asiáticos...


Tal como há os que, orgulhosos do seu galo de briga, o passeiam carinhosamente para ele apanhar ar e também ver a paisagem... E, claro, ser visto! É que a plumagem bem merece ser apreciada.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

"Fúria das Montanhas"

É conhecida a ligação entre os timorenses e os seus kudas, os cavalos de pequena estatura --- assim mais ou menos à medida dos homens da terra... --- que se colam às montanhas para as trepar pelas veredas estreitas por onde os seus donos os levam.
Mas não é de um kuda que vos quero falar hoje. Quero falar, isso sim, de uma "coisa" completamente diferente: de um cavalo c-a-v-a-l-o!... E que cavalo! Aliás, "o" cavalo!
Cada vez que o vejo à beira-mar em Dili, nos seus passeios de fim de tarde (cerca das 18h) no areal da praia frente à casa do "bispo amo" e do jardim de Nossa Senhora da Conceição, não consigo tirar os olhos dele, tal a beleza do animal e o seu porte.


De um preto "acastanhado" ou de um castanho muito escuro, quase preto, lustroso , de olhar vivíssimo, "Fúria das Montanhas" é o seu nome --- apesar de nunca ter posto "pé" nas montanhas, já que se trata de "bicho fino", usado apenas em corridas quer em Timor quer, por vezes, na Indonésia. De onde é, aliás, proveniente, tendo sido trazido para Dili pela mão do seu dono, o conhecido "Bigodes", ex-dono de um dos restaurantes mais conhecidos de Dili graças à sua mestria na confecção de mariscos: "vamos ao 'Bigodes' comer camarão?!..." era desafio costumeiro há uns bons anos atrás, nos tempos "heróicos" dos primeiros anos do Timor Leste pós-Indonésia, em que os restaurantes dignos desse nome se contavam pelos dedos de uma mão --- e ainda sobreva um ou outro...


Adora a água e num dos muitos dias em que o vi fazendo exercício e a refrescar-se no mar tirei-lhe estas fotos, deitado dentro de água para se aproveitar da sua frescura.


E, depois de se levantar num movimento que diz bem da sua "garra" e força, deitou-se na areia, rebolando-se, feliz e contente, qual gaiato que adora encher-se de areia nem que seja como desculpa para depois voltar para a água. Ó felicidade!...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

'Tais' de Ainaro

Já referimos que cada zona do país tem determinados desenhos para os seus 'tais' que os tornam específicos dessa região, autêntica "imagem de marca".
Assim como os 'tais' de Oecussi são caracterizados --- pelo menos os mais característicos do distrito --- pela presença quase omnipresente de galos de combate, também os 'tais' de Ainaro são fáceis de distinguir dos outros pelas suas características "barras" dos 'tais feto' (bordadas na parte de baixo dos 'tais' de mulher, cosidos em 'tubo'), que não aparecem em mais nenhum distrito.
Abaixo podem ver várias dessas "barras"dos ´tais´de Ainaro: