Desta vez (dia 3) foi de vez!... O Fernando Serra, com a pompa e circunstância da tradição timorense, foi sepultado em Batugadé, perto do seu pai (Francisco).
As cerimónias foram gravadas em vídeo e fotografia pelas filhas e agora estou "em pulgas" para receber o material...
Quando o tiver hei-de colocar aqui algumas fotos. Valeu?
Entretanto façam o favor de serem felizes!
domingo, 4 de outubro de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
Finalmente!...
Desculpem esta nota pessoal mas não posso deixar de assinalar aqui o facto de, no finalzinho deste mês, se ir concretizar um sonhos dos "Serra" de Timor! Eu explico.
Na guerra civil que ocorreu em 1975 e 1976 um dos sobrinhos do Vô Serra perdeu a vida.
Filho do irmão Francisco do Vô --- foi este irmão que chegou a Timor algum tempo depois da saída dos japoneses ---, o Fernando Pereira Serra nasceu em Portugal, na zona do Fundão (origem da família), em 25 de Julho de 1946.
Fernando Serra (à direita, com uma filha ao colo), junto dos irmãos Alberto (de camisa branca) e Teresa (a noiva)
Tendo feito a tropa em Angola, acabou por se ir juntar ao pai e ao tio em Timor presumivelmente na mudança dos anos sessenta para os anos setenta.
Com experiência militar e simpatizante de uma da partes do conflito, acabou por pegar em armas e ser morto em combate em 3 de Março de 1976.
Pelas mais diversas razões, a família mais directa nunca chegou a saber o local exacto em que ele estava sepultado --- o local onde morreu.
Só recentemente, depois de várias tentativas, foi possível chegar ao local onde está enterrado, algures no meio do mato lá para os lados de Ermera. No final deste mês será, finalmente, feita a sua trasladação para uma campa perto do pai, em Batugadé, a "sede" da família em Timor Leste.
R.I.P.
Na guerra civil que ocorreu em 1975 e 1976 um dos sobrinhos do Vô Serra perdeu a vida.
Filho do irmão Francisco do Vô --- foi este irmão que chegou a Timor algum tempo depois da saída dos japoneses ---, o Fernando Pereira Serra nasceu em Portugal, na zona do Fundão (origem da família), em 25 de Julho de 1946.
Fernando Serra (à direita, com uma filha ao colo), junto dos irmãos Alberto (de camisa branca) e Teresa (a noiva)Tendo feito a tropa em Angola, acabou por se ir juntar ao pai e ao tio em Timor presumivelmente na mudança dos anos sessenta para os anos setenta.
Com experiência militar e simpatizante de uma da partes do conflito, acabou por pegar em armas e ser morto em combate em 3 de Março de 1976.
Pelas mais diversas razões, a família mais directa nunca chegou a saber o local exacto em que ele estava sepultado --- o local onde morreu.
Só recentemente, depois de várias tentativas, foi possível chegar ao local onde está enterrado, algures no meio do mato lá para os lados de Ermera. No final deste mês será, finalmente, feita a sua trasladação para uma campa perto do pai, em Batugadé, a "sede" da família em Timor Leste.
R.I.P.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
E voltei a cair em tentação...
Pois foi!... Não resisti à tentação de "puxar" para aqui algumas das fotos de Francisco Nascimento já identificadas em 'entrada' anterior. Note-se que muitas das fotografias (incluindo algumas das abaixo?) que ele disponibiliza são de um amigo, Vítor Murteira. Uma "chapaelada" a ambos e os agradecimentos por terem disponibilizado estas maravilhas (e as desculpas pelo "roubo"...)
Que pena só ter visto estas fotos agora!... Tinha entretém para os fins de semana: tirar fotos "agora" para comparar com o "antes". Fica para a próxima ou para alguém que esteja em Dili e que queira fazer esse trabalhinho... :-)
Hotel Rezende, hoje destruído (no '4 de Dezembro' de 2002); ao lado da actual Autoridade Bancária e de Pagamentos
Ruínas da antiga Catedral de Dili, destruída por bombardeamentos na Segunda Grande Guerra; situava-se onde é hoje o Palácio do Governo
Que pena só ter visto estas fotos agora!... Tinha entretém para os fins de semana: tirar fotos "agora" para comparar com o "antes". Fica para a próxima ou para alguém que esteja em Dili e que queira fazer esse trabalhinho... :-)
Hotel Rezende, hoje destruído (no '4 de Dezembro' de 2002); ao lado da actual Autoridade Bancária e de Pagamentos
Ruínas da antiga Catedral de Dili, destruída por bombardeamentos na Segunda Grande Guerra; situava-se onde é hoje o Palácio do Governosexta-feira, 18 de setembro de 2009
Flores de Timor
Coisa que sempre me fascinou, nomeadamente enquanto fotógrafo (super)amador, foi o tema "flores". A diversidade das cores destaa e o facto de muitas vezes elas serem bem vivas dão origem a fotografias (quase sempre) bonitas.
As flores de Timor Leste não são excepção e aqui fica uma amostra para o provar.








As flores de Timor Leste não são excepção e aqui fica uma amostra para o provar.








quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Ólhó peixinho fresco, vivinho da costa!...
A cidade de Dili é abastecida de peixe de várias proveniências mas principalmente de Ataúro, a ilha timorense frente à capital conhecida pela sua importante comunidade de pescadores e abundância de peixe.
Este é transportado para Dili em barcos de dimensões variadas mas no caso dos maiores verifica-se um verdadeiro "assalto" aos mesmos por parte dos vendedores de Dili, que a bordo enchem sacas de peixe que depois trazem para terra a fim de serem preparados para a venda ambulante, usualmente pendurados num pau de cerca de metro e meio que é colocado ao ombro.



Uma vez despejado na praia (neste caso, frente à antiga "Intendência" e actual "Casa Europa"), começa a azáfama da preparação do peixe. Isso é feito através da passagem pela boca e pela guelra do peixe de uma tira de folha de palmeira que depois é atada.

Feita a mesma manobra para todos os peixes, eles são dispostos de forma a serem pendurados nas varas de transporte. A partir de então os vendedores espalham-se pela cidade à procura dos seus fregueses.
Este é transportado para Dili em barcos de dimensões variadas mas no caso dos maiores verifica-se um verdadeiro "assalto" aos mesmos por parte dos vendedores de Dili, que a bordo enchem sacas de peixe que depois trazem para terra a fim de serem preparados para a venda ambulante, usualmente pendurados num pau de cerca de metro e meio que é colocado ao ombro.



Uma vez despejado na praia (neste caso, frente à antiga "Intendência" e actual "Casa Europa"), começa a azáfama da preparação do peixe. Isso é feito através da passagem pela boca e pela guelra do peixe de uma tira de folha de palmeira que depois é atada.

Feita a mesma manobra para todos os peixes, eles são dispostos de forma a serem pendurados nas varas de transporte. A partir de então os vendedores espalham-se pela cidade à procura dos seus fregueses.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Um saltinho a Bali...
Os "internacionais" que trabalham em Timor Leste aproveitam normalmente as suas férias (algumas impostas pelos próprios serviços a bem da estabilidade psíquica dos funcionários, vivendo em condições que não são, em geral, as habituais) para conhecerem o Sudeste Asiático. Alguns vão à Austrália e (poucos) à Nova Zelândia.
O destino mais comum, por dar para ir apenas passar um fim-de-semana (nomeadamente se incluir alguma "ponte") é, porém, Bali. Ali se deslocam não só para "carregarem baterias" deixando para trás o ambiente algo "concentraccionário" em que por vezes se vive e trabalha em Timor Leste mas também para poderem ter acesso a bens e serviços que não existem no país, mesmo em Dili. Uma amiga minha teve de se deslocar a Bali para reforçar o seu "stock" de lentes de contacto e para resolver um problema dentário que lhe surgiu algo inesperadamente. As idas a Bali não são, pois, apenas para "lavar os olhos" com um pouco mais de "civilização consumista".
No regresso a Portugal acabei por lá ficar dois dias para visitar parte da ilha --- ainda por cima com bons guias... --- e para satisfazer uma "encomenda" de um dos meus filhos.
O dia combinado para o passeio começou com a ida a Sanur para ver o nascer do sol.

Depois fomos tratar da "encomenda" referida. Fã incondicional de Vespas (as de duas rodas!...) e estando dedicado profissionamente ao restauro de Vespas antigas, o meu filho não descansou enquanto não lhe encomendei em Bali uma reprodução de uma delas em tamalho natural e feita em vime (ratan).

Cumprida a missão aproveitámos para dar uma volta pela zona de Ubud e dos chamados "terraços de arroz" de Teggalaland.
Os terraços estavam espectaculares, com o verde vivo do arrozal plantado há pouco tempo e de toda a vegetação envolvente.

Um pouco mais para norte está um parque de elefantes do sudeste asiático, caraterísticos pelos seus "cocos" peludos na cabeça e que os tornam nos "beatles" da espécie....
Domesticados e treinados, são utilizados para passear os turistas, havendo um ou outro que faz umas "habilidades" como, por exemplo, pintar!...


Ubud, por sua vez, é a antiga capital de Bali e tem um ambiente bem diferente das zonas mais conhecidas dos turistas, nomeadamente dos "doublé" de surfistas e/ou banhistas.
Situada no interior da ilha e, por isso, sem praia, a sua clientela é, em geral, bem diferente e com uma idade média mais alta do a que dos locais frequentados pelos surfistas; terá também, eventualmente, preocupações culturais diferentes.
Nela é conhecido, por exemplo, um alfarrabista que vende livros "em conta" e que tem nas prateleiras um aviso que bem poderia ser seguido por outras lojas: "Roubar traz-lhe um mau karma; não arruíne a sua próxima reincarnação"!...

A cidade é conhecida por ter uma "monkey forest" habitada por muitos macacos e por ter também, além do antigo palácio real, muitos templos (hindus), das mais diversas dimensões mas todos em estilo balinês, onde sobressaem os tijolos e a pedra vulcânica profundamente rendilhada.
O destino mais comum, por dar para ir apenas passar um fim-de-semana (nomeadamente se incluir alguma "ponte") é, porém, Bali. Ali se deslocam não só para "carregarem baterias" deixando para trás o ambiente algo "concentraccionário" em que por vezes se vive e trabalha em Timor Leste mas também para poderem ter acesso a bens e serviços que não existem no país, mesmo em Dili. Uma amiga minha teve de se deslocar a Bali para reforçar o seu "stock" de lentes de contacto e para resolver um problema dentário que lhe surgiu algo inesperadamente. As idas a Bali não são, pois, apenas para "lavar os olhos" com um pouco mais de "civilização consumista".
No regresso a Portugal acabei por lá ficar dois dias para visitar parte da ilha --- ainda por cima com bons guias... --- e para satisfazer uma "encomenda" de um dos meus filhos.
O dia combinado para o passeio começou com a ida a Sanur para ver o nascer do sol.

Depois fomos tratar da "encomenda" referida. Fã incondicional de Vespas (as de duas rodas!...) e estando dedicado profissionamente ao restauro de Vespas antigas, o meu filho não descansou enquanto não lhe encomendei em Bali uma reprodução de uma delas em tamalho natural e feita em vime (ratan).

Cumprida a missão aproveitámos para dar uma volta pela zona de Ubud e dos chamados "terraços de arroz" de Teggalaland.
Os terraços estavam espectaculares, com o verde vivo do arrozal plantado há pouco tempo e de toda a vegetação envolvente.

Um pouco mais para norte está um parque de elefantes do sudeste asiático, caraterísticos pelos seus "cocos" peludos na cabeça e que os tornam nos "beatles" da espécie....
Domesticados e treinados, são utilizados para passear os turistas, havendo um ou outro que faz umas "habilidades" como, por exemplo, pintar!...


Ubud, por sua vez, é a antiga capital de Bali e tem um ambiente bem diferente das zonas mais conhecidas dos turistas, nomeadamente dos "doublé" de surfistas e/ou banhistas.
Situada no interior da ilha e, por isso, sem praia, a sua clientela é, em geral, bem diferente e com uma idade média mais alta do a que dos locais frequentados pelos surfistas; terá também, eventualmente, preocupações culturais diferentes.
Nela é conhecido, por exemplo, um alfarrabista que vende livros "em conta" e que tem nas prateleiras um aviso que bem poderia ser seguido por outras lojas: "Roubar traz-lhe um mau karma; não arruíne a sua próxima reincarnação"!...

A cidade é conhecida por ter uma "monkey forest" habitada por muitos macacos e por ter também, além do antigo palácio real, muitos templos (hindus), das mais diversas dimensões mas todos em estilo balinês, onde sobressaem os tijolos e a pedra vulcânica profundamente rendilhada.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
"Paletes" de fotos do Timor "do antigamente"!...
Há dias deu-se um pequeno/grande "milagre"!... Um inscrito no Facebook, nascido em Timor e que aí viveu até aos cerca de 12 anos, resolveu ir aos álbuns fotográficos do pai e disponibilizá-los na internet, na sua conta do Facebook.
Para quem pode aceder ao dito cujo veja aqui ou procure a conta de Francisco Nascimento. Um verdadeiro serviço público! É que são "paletes", resmas, de fotos do Timor do período colonial português.
Vale bem a pena passar umas horitas a espreitar tanta foto! E para os que conhecem o Timor de hoje, nomeadamente, Dili, tentar reconhecer os locais e ver as diferenças entre o "antes" e o "depois".
Bom entretenimento para um fim de férias...
Para quem pode aceder ao dito cujo veja aqui ou procure a conta de Francisco Nascimento. Um verdadeiro serviço público! É que são "paletes", resmas, de fotos do Timor do período colonial português.
Vale bem a pena passar umas horitas a espreitar tanta foto! E para os que conhecem o Timor de hoje, nomeadamente, Dili, tentar reconhecer os locais e ver as diferenças entre o "antes" e o "depois".
Bom entretenimento para um fim de férias...
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
2-tokés-2
Não é fácil ver um toké. Mas logo 2?!... Pois é: sou um sortudo: vi 2-tokés-2... mas no mini-zoo junto da Torre de Kuala Lumpur (KL Tower), a torre de comunicações da capital da Malásia.

Claro que isso só foi possível por estarem os dois numa caixa de vidro. Por isso as fotos são da qualidade possível nas circunstâncias (em que nem o flash era possível usar).
Caso raro e só possível naquelas circunstâncias, um dos bichos foi fotografado mostrando a barriga e a parte de baixo das patas.



Claro que isso só foi possível por estarem os dois numa caixa de vidro. Por isso as fotos são da qualidade possível nas circunstâncias (em que nem o flash era possível usar).
Caso raro e só possível naquelas circunstâncias, um dos bichos foi fotografado mostrando a barriga e a parte de baixo das patas.


domingo, 13 de setembro de 2009
Dili de todos os sabores
Cidade "atípica" no contexto de uma país como Timor Leste devido à (muito) marcante presença de "internacionais", Dili tem restaurantes para (quase) todos os gostos e paladares.
Abaixo e sem comentários seguem fotos de alguns dos restaurantes que servem culinárias para satisfazer vários gostos/paladares.



Abaixo e sem comentários seguem fotos de alguns dos restaurantes que servem culinárias para satisfazer vários gostos/paladares.



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