domingo, 8 de fevereiro de 2015

Voltando ao local do "crime"!...

Ontem passei por esta praia onde encontrei um grupo de cavalos dentro de água que me proporcionou um conjunto de fotografias de que gosto muito.
Hoje decidi lá voltar não só para rever os ditos cujos mas também para conhecer melhor a praia, para onde está previsto um "resort" turístico de grande envergadura.


O caminho até ao ponto onde me preparava para aceder à praia, o "bico" da estrada que se vê acima e que quase entra pela praia dentro, está pejado de letreiros como os que se vêm abaixo em que nuns, os brancos, o Estado informa que toda a região está inserida numa zona protegida devido à sua riqueza ambiental. Noutro indica-se que ali se vai construir o "Pacific Tourist Resort", um complexo turístico de alto nível com planos elaborados por uma empresa de Bali seguindo os padrões que fizeram desta ilha indonésia um destino turístico por excelência. Se vai ou não ser construído depende de se ultrapassarem, ao não, os limites legais impostos pelo facto de a área estar classificada como área protegida. A ver vamos em que ficamos...


 
 Toda a zona, que na verdade começa nas "costas" do Cristo Rei e vai até Hera, é muito interessante paisagisticamente, com uma paisagem diversificada áreas que são inundadas na maré cheia e ficam a descoberto na baixa mar, com praias, com mangal, etc.
 

 
 


A praia em si mesma não é muito larga e quando a maré está baixa, como foi o caso de hoje, tem uma zona entre a praia-mar e a baixa-mar extremamente larga, à qual se segue uma zona de coral antes da barreira que o separa do mar propriamente dito.




 
 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Uma fábrica de dessanilização... em Metinaro

Já várias vezes me tinha interrogado onde ia dar aquela estrada alcatroada que me aparecia pela esquerda no sentido Dili-Baucau na zona de Metinaro.
Hoje fiquei a saber que ela, que eu pensava ir ter a uma zona de praia, vai dar a... uma fábrica de dessalinização de água do mar oferecida a Timor Leste, já nos idos de 2012 segundo creio, pela Coreia (do Sul) através da sua agência de cooperação internacional, a KOICA.

 
 
 
A "fábrica" (vejam-se as suas coordenadas geográficas nas imagens acima) é composta pelas instalações de dessalinização propriamente ditas, pelos armazéns de água e por um parque de painéis solares.
 
Ela tem capacidade instalada para produzir 200-240 mil litros de água por dia destinados a abastecer a zona de Metinaro e Hera, num total de cerca de 20 mil pessoas. O abastecimento é feito principalmente às escolas da região através de dois autotanques também oferecidos pela Coreia do Sul.
 

Instalações de dessalinização
 
Depósito de água
 
Painéis solares (480! Podem fornecer energia à população da região)

Autotanque de distribuição de água
 
Infelizmente a "fábrica" tem conhecido uma vida "agitada" que a fez baixar a produção durante largo período de tempo e parar completamente a produção à cerca de um mês.
Urge encontrar uma rápida solução para o caso mas a instabilidade governativa dos últimos tempos em Timor Leste parece só vir complicar a situação.
 
Devo reconhecer que desconhecia totalmente a existência desta fábrica. Talvez seja a solução para o abastecimento de água a algumas zonas ribeirinhas onde não é fácil encontrar água potável para abastecer as populações. Preço de um "brinquedo destes"? Ao que me informaram, cerca de 6,5 milhões de USD. Não é uma pechincha mas considerando que tem um custo de funcionamento relativamente baixo, é mesmo de equacionar a utilização de "fábricas" destas noutras zonas do país.
 
No caminho de regresso de Metinaro pedi ao meu guia e condutor (e amigo, principalmente) que voltássemos pela estrada marginal que de Hera desemboca em Dili perto da Areia Branca.
 
O objetivo era o de ver o local onde uma empresa de um conhecido empresário timorense espera poder implantar um complexo turístico de várias "estrelas", "à la Bali no seu melhor...".
 
Foi então que me deparei, exatamente na zona onde a estrada quase entra pela praia dentro, por uma cena deliciosa: vários kudas estavam de "pezinhos" dentro de água, uns, ou mesmo deitados nela, outro, ou ainda espojados na zona "intertidal", entre as marés alta e baixa.
 
 


 
E assim, com estas imagens de uma "calma" fora de série, termina mais uma viagem, mais uma voltinha...

 
 



sexta-feira, 2 de maio de 2014

Uma volta forçada a Baucau...

Pois é... Assim como há dias de sorte também há dias em que mais vale não sair de casa, como sói dizer-se. Foi o que me aconteceu nos últimos dois fins de semana. E a "vítima" foi o meu "Jaquim", que deu baixa ao "hospital" atacado de "doença grave"... E tudo porque, habituado a quem lhe desse de "beber", esqueci-me de o fazer tempo de mais... Uma desgraça... :(
Mas o que vale é que "entre mortos e feridos" escapei eu --- apesar ter caído num buraco e ficado com um "furo" na "roda pedaleira" (esquerda) e de ter ficado sem os "ólicos"... Não me fazem muita falta mas como eram de lentes que escureciam eram bons para estes dias de grande intensidade luminosa.

Enfim, basta de lamúrias e vamos ao que interessa.
Antes de o "Jaquim" ter dado "baixa" deu para explorar uma zona que não conhecia e outra já bem conhecida e visitada.

Já várias vezes tinha reparado que depois do "Paço Episcopal" de Baucau e em cima da curva suave que dá depois acesso à "Vila Nova" e para sul (Venilale, etc), começava uma estrada por mim nunca explorada. "Bisbilhoteiro" decidi entrar nela e fui andando, andando... até ir parar à estrada "nacional" que liga Baucau a Laga e depois à ponta leste da ilha. A estrada está assinalada na imagem abaixo.

 
Um pouco à frente do início da estrada começa-se a ver o seu grande interesse já que permite ter uma vista deslumbrante sobre os "Matebian".
 
 

Um "contra" grande para o fotógrafo: malvados cabos eléctricos que acompanham quase toda a  estrada e sua voltas e voltinhas...
Mais adiante damos com uma vista deslumbrante sobre a parte da costa norte perto da baixa do Seiçal e de Laga mas a vista dá para descortinar, lá ao longe, a ponta leste da ilha.

 
Uma vez entrados na estrada "nacional" --- brincadeirinha! aquilo não é uma "estrada"! É uma sucessão sucessiva de buracos que se sucedem sucessivamente... :) --- começamos a descer para a baixa do Seiçal e a ver ao longe a vista magnífica E SEM CABOS ELÉCTRICOS (!) dos Matebian e seus arredores. Espectáculo... Mas como de costume, as nuvens já começavam a esconder os cumes, como (quase) sempre acontece a partir do meio da manhã. Por isso aconselho a levantar cedo e... pé na estrada!
 

 
Nessa zona começa logo a ver-se um dos melhores espectáculos de Timor Leste: os arrozais verdinhos verdinhos... É, provavelmente, a melhor época para cirandar pelo país e para o visitar. Um país verde, ao contrário do período depois de Agosto, em que a seca deixa o país todo castanho.
 
 
Como era sábado era dia de mercado no Seiçal. E lá estavam as pessoas a caminhar pelo lado errado da estrada (o do mesmo sentido do transito) e sentadas na borda da estrada.
 

 
O curioso é que se os humanos não sabem andar na estrada as ovelhas parece saberem que têm de a atravessar na perpendicular... E lá vão elas.
 
Para quando uma campanha nas escolas e na TV a ensinar os peões a andarem correctamente na estrada, de caras para o transito? "Ver e ser visto", deve ser o lema!
 
Continuando, atravessa-se uma das pontes portuguesas que ainda está de pé, magrinha, toda elegante:
 


 
E assim chegamos a Laga. Passada a igreja, seguimos em direcção a leste até chegar à bifurcação que nos leva, para leste, a Lautém e Tutuala e Jaco e, para a direita e para sul, à costa sul depois de passarmos Baguia.
Mas o meu objectivo era menos ambicioso e resumia-se a revisitar um ponto de onde vêm os campos de arroz ao longo da ribeira de Laga e os próprios Matebian.
 


 

E estava na altura de voltar para "casa", na ocasião e como de costume a Pousada de Baucau.



 
C'est fini...




domingo, 16 de março de 2014

Uma "viagem" sem sair do mesmo lugar...

... a Pousada de Baucau!

Palavras para quê? Por alguns considerada como o melhor hotel de Timor Leste, a "Pousada" é pelo menos, certamente, um local extremamente aprazível. Como se espera demonstrar nas fotos abaixo. As fotos valem mais que mil palavras, não valem? Então confirmem, sff.

O edifício principal (e original), "nascida" Albergaria Santiago
 
A zona de quartos (com o bar em baixo)
 
O restaurante, casa de boa comida e... do celebrado leite creme...
e do por celebrar arroz doce

A piscina, de água doce renovada 2-3 vezes por semana
 
Varanda da casa principal e que serve de recepção e "ex-libris" da Pousada

 Outro aspecto da varanda

Uma janela lateral

Portas interiores
 
Recanto da esplanada
 
"Olha o espertalhão!... A 'assinar' a foto com um autorretrato..."

Pormenor da sala de entrada da recepção
 

Um 'lafaek' na entrada. Um hino à 'calçada portuguesa'. Inofensivo!
 
Uma planta carnívora no jardim...
 
"Então e agora que já visitou a Pousada vai querer um arroz doce ou leite creme
e um café expresso com uma 'areia' das nossas ou não?!..."
"Boa ideia, Augusta! Venha de lá um bife com molho de mostarda e depois
leite creme e um expresso com uma 'areia'!..."