segunda-feira, 13 de abril de 2015

O Orfanato "Mate lamohu - Kiak serve Kiak" do Padre Belzito

Esta é uma "entrada" diferente das outras. De facto, fotos e texto são da autoria de uma amiga minha, a Anabela Alves (a "Furak"!... ), a quem agradeço a disponibilidade para os reproduzir aqui. Fiz apenas alguma "edição" do relato feitopor ela de modo  o tornar menos extenso e "caber" na dimensão normal a que os leitores do "Livro" estão habituados. Vamos a isto! (daqui em diante dou a palavra à autora).

Este orfanato [de Maliana] acolhe 272 crianças (97 são meninas e 115 são rapazes) com idades compreendidas entre os 0 e os 14 anos.


Algumas das crianças não são órfãos, são crianças que as famílias entregam ao Padre para que cuide delas, as alimente e as eduque.
As instalações são muito precárias, como se pode ver nas fotos. E o pouco que está feito, foi feito pelo Padre Belzito [timorense].



O Orfanato tem viveiros de peixe e hortas de onde provêm os alimentos para as crianças.



Esta, é a sala a que pomposamente chamam Clínica. Uma vez por semana, esta Clínica recebe a visita da Irmã Cristina que é enfermeira.



Estes são os dormitórios.





Existe uma salinha, onde funciona a pré Escola que foi feita e apetrechada por duas voluntárias portuguesas.



Esta é a sala de aulas, refeitório e capela:



O que falta?
Falta tudo, mas muito trabalho já foi feito pelas mãos do Padre Belzito e das crianças.



sexta-feira, 10 de abril de 2015

Balibó, Maliana e termas de Marobo (take 2)

O prometido é devido (certo, José António?). Então vamos lá continuar a nossa viagem pela parte ocidental do Timor oriental... Recomecemos onde parámos: em Maliana.


Obelisco evocativo do Alferes Francisco Duarte, o "Arbiru" (invencível), existente em Maliana.
Viveu entre 1862 e 1899, data em que faleceu em combate numa das batalhas pela "pacificação" da ilha de Timor e afirmação da soberania portuguesa. Está enterrado em Dili, no cemitério de Santa Cruz, numa seputura em forma de sarcófago à esquerda da porta principal)

"Porta do Mundo", a caminho das termas de Marobo (fotos abaixo)




Há quase 6 anos, em 18 de Abril de 2009, "postei" aqui o relato de uma viagem que eu próprio fiz às termas. Nunca mais lá voltei e as imagens actuais dão para perceber que se está a tentar melhor o local mas ao que me dizem a estrada continua a "dar luta"... Vamos lá, "Jaquim"?!... Topas?!... (vd aqui: http://livrodascontradisoens.blogspot.com/2009/04/ali-para-os-lados-das-termas-de-marobo.html ). Ver também https://www.facebook.com/pages/MAROBO/1446554278893990 .

E por agora ficamos por aqui, depois de NÃO termos tomado banho nestas termas sulfurosas de água quente.
A saga continua...
Inté!


quinta-feira, 9 de abril de 2015

Balibó, Maliana, termas de Marobo...

Esta é a crónica de uma viagem que não fiz! Mas roo-me todo por causa disso... :(  Na verdade é o relato possível de uma viagem feita e fotografada por uma amiga minha --- obrigado, Anabela Alves, por ter sido os olhos e ouvidos do "rei"!... ;) --- a quem pedi autorização para reproduzir aqui as fotos que tirou e algumas "legendas" das mesmas. O texto é meu e, tadinha da mocinha, não tem culpa nenhuma das "bocas" que digo... ;)

A viagem, que decorreu no fim de semana da Páscoa, centrou-se fundamentalmente nas povoações de Balibó --- e sua 'tranqueira' reconstruída --- e Maliana mas também nas termas de Marobo, actualmente em obras de reconstrução.
A partir de Dili viaja-se para ocidente, em direcção a Batugadé, a última povoação timorense antes de se chegar à fronteira de Mota Ain (Ribeira de Ain), que separa Timor Leste de Timor Ocidental, indonésio. Ali chegados ruma-se a sul até Balibó.
A estrada está "compostinha", sendo já vários os troços terminados depois de muito tempo em obras para fazer a estrada que liga a zona a Dili e que será, depois de concluída, uma estrada de nível internacional. Sem correrias, o percurso Dili-Balibó deve ser feito em cerca de duas horas, 2h30m...

Vamos às fotos!

First things first, comecemos pelo forte de Balibó. Bonitinho mas, infelizmente (digo eu...) entregue a um "forum" australiano cujo principal preocupação foi perpetuar a memória dos cinco jornalistas australianos que ali foram mortos pela tropa indonésia na altura da invasão de Timor Leste, em Dezembro de 1975 ("os 5 de Balibó"). Referências ao passado português do forte, "lahia" (não existem), a não ser uma foto antiga, na recepção, tal como não existe quase referência aos mortos timorenses naquela época. Feitios... A cada qual a sua verdade hitórica, né?!...
Mais, as obras, apesar de se tratar de um monumento timorense, foram feitas à revelia do órgão de Estado do país encarregue de velar pelos edifícios históricos, a Direcção Geral da Cultura. Qualquer dia ainda se esquecem de içar a bandeira de Timor Leste... Triste...







Preço do quarto? 90 dólares... Upa! Upa!... Como o objectivo não declarado é transformar o local em local de romaria de australianos, tudo bem... ;) Mas é uma pena que se tenha feito tudo para um "nicho de mercado" muito restrito e com o ojectivo referido acima...

É tempo de seguir para Maliana.
Começa-se com uma descoberta: um templo hindu, balinês, no "escafundó de Judas" algures na cidade. Em ruínas e quase tomado pelo mato, até pessoas da região o conhecem mal. A precisar de cuidados urgentes de manutenção.







 O curioso é o nome do templo ou do local onde está implantado: "Tunubibi" significa, à letra, "cabrito assado"...;) Bem bom!
Em Dili, na zona de Taibessi, há um templo semelhante, muito melhor conservado que este mas ainda assim a precisar de obras que o preservem antes que "vá desta para melhor".

A viajante andou também por outros locais em Maliana. Um deles foi o antigo Colégio "Infante de Sagres", da Igreja, e que esta tenciona utilizar parcialmente para seminário da nova diocese.


Campa do fundador, o Pe. Manuel Luís.


Parte do colégio já restaurada


Imagens da parte ainda por restaurar


Amanhã há mais... Ainda em Maliana!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Manhã de sábado, eles aí vão...

"Eles" inclui euzinho e uma amiga minha que quis revisitar Baucau e sua região (ao fim de 6 anos de ausência) acompanhado por um bom cicerone... Rssss ;). Levei-a a (re)conhecer a baixa do Seiçal e seus arrozais bem como as principais praias da região. A viagem foi curta e por isso ficam só as fotografias.

Criança do Seiçal

"Hamnassa!" (Ri!...)

As crianças de Timor Leste "derretem-se" 
quando vêm uma máquina fotográfica virada para elas!...

Árvore-escultura...

De regresso do mercado do Seiçal


"Ferik" [mulher de mais idade] no mercado do Seiçal

Antigo quartel português de Baucau, actual 
Escola Secundária de Santo António de Baucau 
(antes assim que em sentido inverso...)

Antigo edifício da alfândega de Baucau, com praia em frente.
Restaurado há poucos anos, nunca foi (re)utilizado e corre o risco de ser "absorvido"
pelo mato à sua volta. Uma pena! Local ideal para um "apoio de praia". 
Ouviu, Pousada de Baucau?!.. ;) 
Nos terrenos próximos até dava para instalar um golfe de 9 buracos... 
Dá Deus nozes (a natureza) a quem não tem dentes...


Bocado de costa à direita da antiga alfândega de Baucau. Espectacular!

Praias de Baucau (da esquerda para a direita): Wataboo, do "forte" 
(encoberta pelo pequeno cabo a meio da imagem) e, ao fundo, 
a que EU baptizei como "das três sereias" por ter visto uma foto de três amigas ali tirada. 
Lindas (as praias e as amigas... Kkkk)

"Eu vi um sapo!..." (quem continua a canção infantil?!...)

O meu "Jaquim" também tem direito ao descanso numa paisagem de sonho,  não?!...

Recanto da praia "do forte" , que não é mais que uma construção "meio abaluartada"
da iniciativa de um administrador local nos anos 50 e que ficou inacabada 
(obrigado pelo esclarecimento, RF)

Sem palavras! A facilidade com que os timorenses "mandam abaixo"
qualquer árvore, mesmo centenária, é impressionante!... 
Mesmo que cortar só uma parte delas seja suficiente...
Um dos seus piores defeitos... 

Praia de Wataboo ou "dos pescadores" em dia de maré cheia!